
Nem todos os imóveis que aparecem no mercado fazem sentido.
E nem todos os que parecem bons o são.
Antes de recomendar um imóvel a um cliente, há um conjunto de pontos que eu analiso sempre.
1. Se faz sentido para aquela pessoa
O mesmo imóvel não serve para toda a gente.
Primeiro olho para:
- Orçamento;
- Objetivo;
- Fase de vida.
Se não encaixa aqui, nem faz sentido continuar a analisar.
2. Se o preço está ajustado
Não olho só para o preço. Olho para o mercado.
Comparo com:
- Imóveis semelhantes;
- Localização;
- Estado.
Há muita coisa no mercado acima do valor real.
3. A localização
Isto continua a pesar muito.
Acessos, serviços, envolvente e principalmente, se aquela zona faz sentido para o cliente.
4. O estado do imóvel
Aqui é onde muita gente falha.
Não é só o que se vê.
É:
- O que precisa de ser feito;
- Quanto vai custar;
- E se compensa.
5. A parte legal
Se isto não estiver certo, o resto não interessa.
Confirmo:
- Registos;
- Licenças;
- Possíveis problemas.
Evita surpresas mais tarde.
6. Se o cliente consegue manter o imóvel
Comprar é uma coisa. Manter é outra.
Analiso:
- Esforço mensal;
- Custos adicionais.
Não faz sentido recomendar algo que vai criar pressão financeira.
7. Se continua a fazer sentido no futuro
Um imóvel não é só para hoje.
Penso em:
- Facilidade de venda;
- Procura;
- Valorização.
Nem tudo o que parece bom é uma boa decisão e nem tudo o que é barato é uma oportunidade.
Antes de recomendar, o objetivo não é encontrar “o melhor imóvel” mas sim garantir que faz sentido.
